segunda-feira, 26 de julho de 2010

Rossi afirma que vai ser superado em votos por Ana Paula


O deputado federal e candidato à reeleição Francisco Rossi (PMDB) afirmou que já projeta a possibilidade de sua filha Ana Paula Rossi (PMDB) arrebatar mais votos nas urnas do que ele próprio. Em entrevista ao Diário da Região, Rossi falou sobre suas expectativas quanto à campanha da vereadora de Osasco para o cargo de deputada estadual e destacou que Ana Paula ganhou muita visibilidade na Câmara Municipal. “Se bobear, é bem capaz dela ter mais votos do que eu”, avaliou.


O ex-prefeito de Osasco anunciou que fará “dobradinha exclusiva” com a filha, pois pretende projetar o nome dela em todo o Estado e “transferir” os apoiadores que possui em diversos municípios paulistas. “Não faz sentido eu dobrar com outras pessoas. Onde eu colocar meu nome, quero levar o da Ana Paula junto”, destacou.


Para Rossi, o maior trunfo da vereadora será o trabalho desenvolvido por ela no Legislativo de Osasco, sobretudo por meio da discussão de temas sociais, como o combate à pedofilia, o incentivo à adoção de crianças e a luta pela garantia da gratuidade no transporte coletivo. “Ela faz um tipo muito maduro de oposição. Ser oposição a um governo municipal é muito difícil, mas creio que ela é respeitada até mesmo pela atual administração municipal”, ponderou.


Rossi quase ficou fora da eleição deste ano, em decorrência de atrito com Orestes Quércia, mas ganhou, há poucos dias, o aval do presidente estadual da sigla para disputar a reeleição. O deputado enfrentou Quércia na convenção estadual do PMDB, em junho, ao pleitear a indicação para concorrer ao cargo de governador, mas venceu a proposta de coligação com o candidato ao governo Geraldo Alckmin (PSDB).


Guilherme Lisboa
Jornal Diário da Região

Entrevista - Diário da Região

“Estou em minoria absoluta, por ser mulher na oposição. Mas acho que está sendo excelente, porque é um exercício de aprender na marra mesmo. É preciso ter muito argumento para defender um ponto de vista”


Ana Paula Rossi (PMDB) ocupa uma posição peculiar na Câmara Municipal de Osasco: é a única mulher em meio aos 21 vereadores. Nessa entrevista ao Diário, ela fala sobre uma de suas principais bandeiras, que é o combate à pedofilia e também sobre o projeto para ampliar os esclarecimentos da população sobre a adoção de crianças. Analisa ainda o trabalho da oposição no Legislativo e o cenário político das próximas eleições, na qual vai disputar o cargo de deputada estadual e fazer dobradinha com seu pai, o deputado federal Francisco Rossi, que concorre á reeleição.

A senhora apresentou, na Câmara, um projeto criando a Semana da Adoção em Osasco. Qual é o objetivo?
A Semana da Adoção foi um projeto inicial. Depois, conversando com promotores, juristas, inclusive de outros Estados, surgiu a ideia de fazer uma Semana da Garantia do Direito à Convivência Familiar, que é muito mais abrangente. Quando sugeri a Semana da Adoção, não queria discutir apenas a adoção, mas também a questão dos abrigos, como acontece a distribuição do poder familiar, e ainda o que justifica o abrigar uma criança, pois essa é a última medida de proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, além da questão da adoção internacional. Seria uma semana para discutir um tema que até hoje é um tabu, pois não é muito comum você ver as pessoas conversando sobre adoção, sobre os abrigos, e eu acho que é algo que tem que ser debatido.

E como ficou o projeto após essa alteração?
Foi uma alteração para abranger também esses assuntos, pois a Constituição diz que todos têm o direito à convivência familiar. Então, uma criança que está no abrigo tem esse direito cerceado. O abrigo nunca vai substituir uma família, seja uma família biológica ou adotiva. A intenção é esclarecer as pessoas sobre isso, pois acho que elas carecem de informação. Temos uma mãe pobre que vai ter um bebê e alguém chega para ela e diz que não tem condições de criar um filho. Isso não é justificativa, pois a criança tem o direito de ficar com a mãe. As pessoas sem informações acabam levando isso como verdadeiro. Cabe ao poder público dar condições a essa família, para que ela crie a criança.

Então, o esclarecimento é fundamental nessa questão, inclusive para quebrar preconceitos?
A cultura de adoção do nosso país é para crianças mais novas. As pessoas têm muitos preconceitos. Queremos quebrar o preconceito por meio da informação. Eu tenho três filhos, todos de adoção. As pessoas precisam saber, por exemplo, que para uma adoção internacional devem se esgotar as possibilidades da criança permanecer no seu país de origem. Como vamos adotar crianças haitianas sem aprender a lidar primeiros com as nossas crianças que estão nos abrigos? Temos locais irregulares, sem condições de abrigar crianças.

Qual a previsão para que o projeto seja votado?
Acredito que assim que voltarmos o recesso ele vai entrar em votação, em agosto.

Mudando de assunto, como estão as articulações para a campanha desse ano?
Foi realizada a convenção do meu partido, o PMDB, e eu me inscrevi como candidata a deputada estadual, Já apresentei meus documentos e até o momento está correndo tudo certo e tranqüilamente. Estou com minha candidatura garantida para deputada estadual e vou dobrar com o meu pai (o deputado federal Francisco Rossi) nessas eleições. A dobradinha é mais do que natural. Com certeza ele será o meu cabo eleitoral.

Como foi o seu ingresso na política?
Hoje pode não parecer, mas eu já fui muito tímida. Participava das eleições com o meu pai, sempre participei, mas nos bastidores. Não não gostava de falar em palanque, participava sempre da coordenação da campanha. Tinha pavor de microfone. Mas creio que Deus tem um propósito para tudo e hoje as pessoas pedem para tirar o microfone da minha mão. Vi muita coisa que eu não concordei e pensei que precisava fazer a minha parte. Na tribuna, hoje, eu analiso e brigo pelo que está certo ou não, na minha opinião.

E falando sobre os trabalhos na Câmara, como está a oposição?
Como oposição, estamos conseguindo articular. Temos 21 vereadores, sou a única mulher e são 17 vereadores da base de sustentação do prefeito, e 4 de oposição. Estou em minoria absoluta, por ser mulher na oposição. Mas acho que está sendo excelente, porque é um exercício de aprender na marra mesmo. É preciso ter muito argumento para defender um ponto de vista.

E essas articulações tem surtido efeito?
Eu acho que a oposição está indo muito bem, não é aquela oposição burra, do não pelo não. Votamos a favor de projetos do prefeito e isso é bom para a cidade, pois queremos defender o que é melhor para Osasco. Agora, quanto à parte da fiscalização do Executivo, encontramos bastante dificuldade, porque uma das formas para agente fiscalizar é por meio de requerimento, isso vai para votação na Casa e, como somos minoria, não há interesse em passar informações para a oposição. Tenho meu primeiro requerimento, que apresentei no começo do ano passado, solicitando informação sobre o processo de licitação das empresas de ônibus, e foi para geladeira. Não é nem geladeira, é freezer. Dizem que é regimental, mas é imoral. São informações para que possamos fiscalizar e isso dificulta a fiscalização.

Outro projeto de sua autoria é da Semana de Combate à Pedofilia. Quais foram os resultados?
Ela aconteceu de 10 a 15 de maio. Foi um projeto que apresentei no ano passado e o prefeito sancionou, virou Lei e faz parte do calendário do município. Essa foi a primeira Semana do Combate à Pedofilia e as atividades que aconteceram no município partiram só do meu gabinete, foram iniciativas minhas. A prefeitura não promoveu nenhuma atividade. No fechamento da semana, fizemos uma pequena caminhada e nos deram reforço de segurança. Eu agradeci, mas foi o único apoio que a prefeitura deu.

Existe um projeto para criação da Comissão da Mulher na Câmara. Como está o andamento?
Na verdade, todos os vereadores assinaram para criar uma Comissão Permanente da Criança, da Juventude e da Mulher. Seria uma única comissão para tratar todas essas questões e dar suporte ao conselho tutelar, para cobrar o município. Mas faltou interesse por parte da mesa diretora.

Amauri Moura

segunda-feira, 19 de julho de 2010

UJE vende camisetas e distribui cartilhas em ação contra a pedofilia


A União dos Jovens Estudantes (UJE) prossegue neste mês com a campanha "Uberaba contra Pedofilia", que foi lançada no município no dia 28 de abril.

De acordo com o presidente da UJE, José Tiago de Castro, dentro de 15 dias os participantes da ação darão início à venda de camisetas, com o intuito de arrecadar fins para a iniciativa, e farão a distribuição de uma parte das camisetas gratuitamente à comunidade.

As cinco mil cartilhas serão distribuídas aos professores da cidade e ao meio comercial, além de folders e cartazes explicativos sobre o tema pelos bairros de Uberaba.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Violência contra Crianças: tema também presente no teatro

A violência contra as crianças é o tema central do espetáculo Anatomia Frozen, que ganha nova temporada no Espaço Parlapatões. Com direção de Marcio Aurelio, a montagem da Companhia Razões Inversas traz os atores Joca Andreazza e Paulo Marcello, ambos integrantes premiados da peça Agreste.

O texto trata de diversos temas, mas todos giram em torno da violência contra crianças. Para isso, o grupo trata dos universos do abusador, da vítima e de suas respectivas famílias, na intenção de explorar sentimentos como culpa, remorso e dor.

"A montagem causa impacto, assusta e também causa compaixão, que todos nós podemos ou devemos ter diante de uma situação dessas", afirma Dirceu Alves Jr, crítico de teatro da Veja SP.

Veja mais informações no Guia da Semana e os comentários do crítico sobre a peça.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Deputado Francisco Rossi lança livro em noite de autógrafos

"testemunhos impressionantes que robustecem a fé,
dando-nos a certeza de que para Deus nada é impossível"

O ex-prefeito e deputado federal eleito por Osasco, Francisco Rossi, já lançou outros dois livros

A noite de autógrafos está programada para começar às 18 horas na praça de eventos do Osasco Plaza Shopping e está sendo organizada pela Rádio Nova Difusora.

Rossi já conta no currículo com a biografia "Francisco Rossi, A Vida de Um Lutador" escrita pelo jornalista Antônio Júlio Baltazar e com o "Sem Saída 1".

A obra a ser lançada agora firma-se pelo conceito de que, diferentemente da concepção popular de que "há jeito para tudo, menos para a morte", é possível, sim, driblar a morte.